Bruno 的个人资料TORÓ DE IDÉIAS照片日志列表 工具 帮助

TORÓ DE IDÉIAS

“Mijam em nossas cabeças e falam que é chuva de informações.”
第 1 张,共 38 张
2009/10/11

MOVIMENTO SLOW: Eu apoio!

 

"Crianças precisam de liberdade para errar”
Filósofo Carl Honoré, em entrevista para a revista “Isto É”

 

Filósofo escocês diz que a sociedade competitiva transformou a infância em uma fase de stress comparável à da vida adulta

 
No dia em que o filósofo escocês Carl Honoré, 41 anos, foi chamado na escola do filho Benjamin, hoje com 10 anos, e ouviu da professora de artes que o menino desenhava muito bem, ele se encheu de orgulho e sonhou alto. Saiu de lá e foi fazer uma pesquisa na internet sobre escolas de educação artística. Já imaginava: "Estarei criando o próximo Picasso?" Mas, ao indagar o menino sobre o curso, levou um balde de água fria. "Não quero ir para uma aula na qual o professor vai me dizer o que fazer. Só quero desenhar", disse Benjamin, com firmeza. "Por que os adultos têm que tomar conta de tudo?" Honoré percebeu quanto estava sendo um pai ansioso querendo dominar a felicidade simples do filho e transformá-la em realização. Ele entendeu também que não estava sozinho. Foi quando deu início às pesquisas do livro "Sob Pressão" (Ed. Record), recém- lançado no Brasil. "A ideia era retomar minha autoconfiança como pai e ajudar outros da mesma maneira", diz Honoré, que também é pai de Susannah, 7 anos. Uma das principais vozes do movimento slow (por uma vida mais tranquila), o filósofo foi criado no Canadá e hoje mora em Londres. Ele domina o português porque morou no Brasil em 1988 e 1990 para trabalhar com meninos em situação de risco.
 

ISTOÉ - Qual o problema de pais que, como o sr., tentam desde cedo lapidar a vocação infantil?
Carl Honoré - Não há nada errado em encorajar o talento de um filho. Pelo contrário. É uma das principais responsabilidades dos pais identificar suas paixões e ajudá-los a desenvolvê-las. Mas existe uma grande diferença entre incentivar um talento e colocar a criança sob pressão, numa corrida obsessiva mirando o topo. A infância serve para descobrirmos quem somos e no que somos bons gradualmente, sem ninguém decidindo por nós. Deveria ser um tempo de experimentação em uma série de atividades diferentes. Focar logo cedo em algo leva ao perigo de se fechar para outras opções. Você limita os horizontes da criança no momento em que ela deveria estar aberta para um mundo de possibilidades. Uma criança não é um projeto que você pode modular. Ela é uma pessoa que precisa de permissão para ser protagonista de sua própria vida.

ISTOÉ - Mas a sociedade acredita que talento bom é talento precoce, certo?
Honoré - Talento precoce não é garantia de futuro brilhante. Crianças mudam conforme crescem, especialmente na adolescência. O menino que dribla espetacularmente os amigos, como o jogador Robinho fazia aos 6 anos, pode ser um atleta medíocre aos 13. Crianças precisam de espaço e liberdade para cometer erros, fazer más escolhas, ficar em segundo lugar no pódio. É assim que elas aprendem a trabalhar seus pontos fortes e descobrirão no que são boas. Claro que há casos de crianças prodígio que treinam com afinco seus talentos naturais e alcançam benefícios - na música, por exemplo. Mas é importante lembrar que é uma minoria. Nossa cultura exige perfeccionismo. Isso torna difícil para nós, pais, segurar expectativas e ajudar nossos filhos a desenvolver todo potencial que têm sem cair na fantasia de que eles podem ser os próximos Pelé, Paulo Coelho ou Caetano Veloso.

ISTOÉ - Como a pressão, com atividades que em tese melhorariam o desempenho no futuro, pode ser prejudicial?
Honoré - É possível acabar para sempre com o desejo dela por algo de que goste. Acelerando o processo de aprendizado, frequentemente não se aprende tão bem. Uma professora de música de Londres me contou sobre uma menina que começou a estudar violino aos 3 anos. Ela saltou à frente de seus pares. Mas aos 6 a técnica dela era tão distorcida que precisou passar meses reaprendendo o básico. As outras crianças que ela tinha ultrapassado acabaram deixando-a para trás.

ISTOÉ - Quais são os problemas do mundo contemporâneo que já afligem as crianças?
Honoré - Estamos em um momento único da história da infância na qual somos pressionados a oferecer uma infância "perfeita" aos nossos filhos.
Uma série de tendências convergiu ao mesmo tempo para produzir uma cultura da perfeição. A globalização trouxe mais competição e incertezas sobre o mercado de trabalho, o que nos deixa mais ansiosos em preparar os filhos para a vida adulta. A cultura do consumo alcançou a apoteose nos últimos anos. O próximo passo é criar uma cultura de expectativas elevadas: dentes, cabelos, corpo, férias, casa, tudo deve ter perfeição. E crianças perfeitas fazem parte desse retrato. É uma cultura do tudo ou nada. Ou você é uma celebridade ou você é um ninguém. É rico ou pobre. É feliz ou depressivo. Parece que perdemos todas as nuances entre os extremos. Não toleramos coisas medianas ou boas o suficiente.

ISTOÉ - Por que isso acontece?
Honoré - Porque os pais dessa geração perderam a autoconfiança. O que nos torna iscas fáceis de empresas que criam produtos desnecessários para cuidar de crianças. Ao mesmo tempo, a sociedade é profundamente impaciente. Queremos tudo agora. E achamos complicado recuar e deixar as coisas acontecerem. Sou pai e sei como é confuso criar uma criança nos dias de hoje. O foco do livro não é demonizar os pais. É nos fazer menos culpados e inseguros em relação aos nossos filhos.

ISTOÉ - Como, então, incentivar o talento das crianças de modo saudável?
Honoré - Primeiro, não pressionando os muito pequenos. No esporte, há um número recorde de crianças com lesões graves, como rompimento dos ligamentos, porque estão treinando como profissionais. Quando crescem, deixam o esporte de lado por perderem o prazer de praticá-lo devido à competição que viveram muito jovens. Para medir a paixão de um filho por algo é necessário observar, ouvir e ler os sinais dele. Se nunca fala sobre uma atividade que pratica pode ser sinal de que não está completamente engajado naquilo. Se dorme no carro a caminho da atividade ou tem olheiras, provavelmente está sendo exigido demais. Se você tem de brigar para que um filho se dedique ao que faz, talvez seja hora de parar. A resistência contínua é sinal de que a atividade não é a ideal para a criança. Ou não é o momento certo. Também é crucial não deixá-la preocupada em relação ao desempenho. Encoraje-a a se dedicar constantemente, mas sem pressa. O pai do golfista Tiger Woods permitiu que ele fosse adiante num ritmo comedido. Sua política era fazer Tiger se desenvolver em seu próprio ritmo, nada além disso. E olhe como funcionou!

ISTOÉ - Existem paralelos entre crianças com excesso de atividades extracurriculares e crianças exploradas em trabalhos infantis?
Honoré - Talvez existam. Em ambos os casos, elas são prejudicadas ao serem impedidas de viver uma infância apropriada. O tempo delas não lhes pertence realmente. Criadas assim serão menos criativas. Estão tão preocupadas em agradar aos adultos e fazer tudo certo que não aprendem a pensar por si sós e a olhar para dentro de si mesmas. Sofrem com stress. Como têm cada minuto organizado e supervisionado por adultos, mais tarde descobrirão que é difícil viver por conta própria. Nunca amadurecerão. Há pouco tempo, soube do caso de um professor que pediu a um rapaz de 19 anos que desligasse o celular em aula e ouviu: "Por que você não resolve isso com a minha mãe?" Há pais que estão indo a entrevistas de trabalho com os filhos negociar salários e benefícios.

ISTOÉ - Parece que os pais de hoje sofrem justamente por terem inúmeras possibilidades e não saberem o que é melhor. Eles estão apavorados?
Honoré - Muito. Eles têm um mundo de conselhos, alertas e opções - e ficam sem saber o que fazer. E quando não sabemos o que fazer acabamos fazendo o que todo mundo está fazendo. Pais confiantes são resistentes ao pânico e à pressão, conseguindo assim encontrar o caminho para educar seus filhos. Não existe fórmula mágica para educar. Cada criança é única, assim como cada família. O segredo é encontrar a fórmula que funciona melhor para você e seu filho.

ISTOÉ - Há no Brasil pais escolhendo a escola dos filhos de 5, 6 anos conforme um ranking daquelas cujo ensino garante o ingresso nas melhores universidades. Eles estão certos?
Honoré - É o mesmo fenômeno aqui na Inglaterra. Eles querem que o filho entre numa boa universidade. O problema é o sistema para chegar lá. As melhores escolas são tão obcecadas em alcançar as maiores pontuações nos exames de avaliação que a educação sofre falhas. Há colégios hoje que são como fábricas com uma linha de produção. É uma escolha difícil para os pais. Não se pode esperar que sacrifiquem o futuro de seus filhos. Então, acredito que seja a única coisa que esses pais podem fazer nas atuais circunstâncias. Mas há outro ponto a ser lembrado. Criar um mundo perfeito para seu filho, no qual tudo é gerado de acordo com as necessidades dele, em que as emoções dele sempre vêm primeiro, não é uma preparação razoável para a vida adulta. Não é assim que o mundo real funciona. Nem todos aqueles que vão para as melhores escolas particulares e mais renomadas universidades são mais felizes, saudáveis e bem-sucedidos.

ISTOÉ - O que é fundamental na educação de uma criança?
Honoré - Elas precisam de tempo e espaço para explorar seu próprio mundo. Precisam de amor e atenção. Devem ter permissão para se arriscar.
Há um movimento na Inglaterra contra festas de aniversário esbanjadoras. Muitos pais estão limitando os presentes que os filhos recebem ou até os proibindo. Estão reaprendendo a dizer não. Investimos tempo, dinheiro e energia num currículo matador para nossos filhos, mas tendemos a vacilar na disciplina. Do mesmo modo, crianças precisam dizer não para nós às vezes. Vejo uma mudança se aproximando. Pelo mundo, escolas estão revendo a obsessão por exames e evitando o excesso de atividades acadêmicas para que os alunos tenham tempo de relaxar, refletir e aprender coisas sozinhos. Há pouco tempo uma escola escocesa eliminou a lição de casa para as crianças de 3 a 13 anos. Em um ano, as notas em matemática e ciências melhoraram 20%.

ISTOÉ - Há outros exemplos?
Honoré - Sim. Para que os jovens voltem a se interessar por esportes, as ligas esportivas estão reprimindo o abuso de pais que enfatizam a importância de ganhar a qualquer custo. Recentemente, o Massachusetts Institute of Technology (MIT) reformulou o formulário de matrículas com ênfase num número menor de atividades extracurriculares que os alunos considerassem importantes para a futura carreira e optassem por assuntos que lhes despertassem paixão. Até mesmo Harvard está revendo o excesso de atividades, como mostra uma carta da direção encaminhada aos novos alunos.
"Você pode equilibrar melhor sua vida se participar de algumas atividades por puro divertimento, mais do que daquelas que imagina que serão um diferencial para conseguir emprego. As relações humanas que você construir com seus colegas pode ter uma influência maior em sua vida futura do que o número de cursos que você fará." O título: "Vá devagar: absorvendo mais de Harvard fazendo menos."

2009/7/6

PT na vanguarda do atraso

 

Na edição do dia 2 de julho de 2009, Clóvis Rossi, um dos editores do jornal Folha de S. Paulo, faz o relato mais preciso do drama do PT: querer manter a pose de defensor dos pobres e oprimidos ao mesmo tempo em que ajuda a pior canalha da História da República a se perpetuar no poder.

 

..::..

 

 PARIS - Indecente. Pusilânime. Vergonhoso. Que mais se pode acrescentar a respeito do comportamento do PT no episódio José Sarney? Xingar a mãe, não posso. É proibido pela etiqueta desta página. Mas seria o correto.

 

Não vou nem lembrar o passado combativo do partido e de seu líder, Aloizio Mercadante, em episódios anteriores à chegada ao governo federal. Esse passado já foi sepultado faz tempo.

 

Ajuda-memória: pelo episódio do mensalão, o procurador-geral da República, nomeado pelo presidente de honra do PT, um certo Luiz Inácio Lula da Silva, acusou a cúpula petista de formar uma "quadrilha". O Supremo Tribunal Federal, com o voto de ministros também indicados por Lula, decidiu haver indícios suficientes para aceitar a acusação e proceder ao julgamento, aliás em curso.

 

Fica claro que o passado de supostos campeões da moralidade pública está morto e bem enterrado. Mas o presente podia ao menos guardar um mínimo de coragem, de vergonha na cara. Podia, por exemplo, defender Sarney pura e simplesmente, fosse qual fosse o argumento ou pretexto a utilizar: necessidade de não tumultuar o cenário político, falta de elementos concretos para afastar o presidente do Senado -enfim, qualquer dessas desculpas que os políticos se habituaram a usar para serem coniventes com trambiques.

 

O que não cabia é deixar de apoiar Sarney mas apenas por 30 dias, que foi o prazo dado pelo partido para o afastamento do presidente do Senado. Tampouco cabia sugerir uma comissão para uma reforma administrativa da Casa, sem menção a punições pelas irregularidades já descobertas e já confessadas. Se algumas são legais, nem por isso deixam de ser todas vergonhosas, muito vergonhosas. O PT fechou enfim um círculo: passa de suposta vanguarda das massas à cúmplice do atraso.

 

Clóvis Rossi - crossi@uol.com.br

 

--------------------------------

Adaptado de: www.blogdotas.com.br -  por Marcelo Tas, em 2/7/2009, às 17h56

http://marcelotas.blog.uol.com.br/arch2009-07-01_2009-07-15.html#2009_07-02_18_56_29-5886357-0

2009/6/25

The Thriller is gone

 
Michael Jackson Dies

Posted Jun 25th 2009 5:20PM by TMZ Staff
http://www.tmz.com/2009/06/25/michael-jackson-dies-death-dead-cardiac-arrest/

Michael JacksonWe've just learned Michael Jackson has died. He was 50.

Michael suffered a cardiac arrest earlier this afternoon at his Holmby Hills home and paramedics were unable to revive him. We're told when paramedics arrived Jackson had no pulse and they never got a pulse back.

A source tells us Jackson was dead when paramedics arrived.

Once at the hospital, the staff tried to resuscitate him but he was completely unresponsive.

We're told one of the staff members at Jackson's home called 911.

La Toya ran in the hospital sobbing after Jackson was pronounced dead.

Michael is survived by three children: Michael Joseph Jackson, Jr., Paris Michael Katherine Jackson and Prince "Blanket" Michael Jackson II.

Story developing...

---------------------------------

Fresquinha, do site TMZ.com, que primeiro publicou a manchete da morte do super artista Michael Jackson, neste 25/6/2009, possivelmente causada por um ataque cardíaco.

O cinqüentão Michael iria completar 51 anos de idade neste próximo mês de agosto, mas sua carreira começou ainda criança.

Uma das maiores estrelas da música pop da história, não há o que ele não tenha feito: cantor, dançarino, compositor, multi-instrumentista, ator, produtor, diretor... Controverso durante toda a sua vida, que sempre foi “publicamente escandalosa”ou “escandalosamente pública”, uma coisa não se há de negar:

Michael Jackson deixou sua marca! E deixará também saudades... 

2009/6/24

Mais uma sobre a decisão do STF...

 
Com tanta choradeira de colegas jornalistas, cheguei a achar que estava entendendo tudo errado. Até ler algumas palavras que vinham ao encontro do que eu sentia em relação à decisão do STF.
 
Sou jornalista diplomado, mas acho que não foi tão desastrosa assim a decisão pelo fim da obrigatoriedade do diploma para se exercer “a própria manifestação e difusão do pensamento e da informação de forma contínua, profissional e remunerada” (conforme uma das definições apresentadas pelo STF).
 
Na verdade, acreditava ser este um caminho inevitável. Mais cedo ou mais tarde, a nova sociedade "superantenada" e as possibilidades que as novas tecnologias trouxeram para a comunicação - e a nítida influência disso na mídia tradicional - iriam prevalecer. O mercado de trabalho e as crescentes exigências para o “fazer comunicacional” continuarão a determinar a seleção dos profissionais, como sempre deveria ter sido.
 
O que não deu pra engolir foram os argumentos inapropriados e as comparações infames dos nossos excelentíssimos ministros... Mas concordo com o Marcelo Sander e reforço que não devemos alimentar discursos sentimentais e/ou corporativistas.
 
Minha preocupação mesmo é com as grades dos cursos de jornalismo e com as exigências mínimas para o seu exercício, daqui a diante. É mister arranjarmos alguma regulamentação para nossa profissão: já que qualquer um pode ser (e deve ser) responsável pelo que publica, seria bom, pelo menos, que isso não possa acontecer de qualquer maneira.
 
Como não há uma organização decente de nossa classe profissional, acho também que somos nós mesmos, jornalistas, e toda a população quem devem vigiar a evolução e exigir a qualidade do ensino do jornalismo  - ao invés de reclamar sobre algo que não tem volta e que segue seu curso normal na história. Em vez de nos unirmos para lutar pela volta de uma "reserva de mercado", devíamos monitorar e pressionar publicamente (o que é uma especialidade nossa!) pela melhoria contínua dos cursos de jornalismo. Para o bem de todos e informação geral da nação...
 
Bruno Mafra - Jornalista (com orgulho!)
2009/6/19

Sobre a decisão do STF de acabar com a exigência de diploma para o exercício do jornalismo

 
 texto descritivo
"Eis-me prostado a vossos peses
que sendo tantos todo plural é pouco.
Deglutindo gratamente vossas fezes
vai se tornando são quem era louco.
Nem precisa cabeça pois a boca
nasce diretamente do pescoço
e em vosso esplendor de auriquilate
faz sol o que era osso.
 
Genuncircunflexado vos adouro
Vos amouro, a vós sonouro
Deus da buzina & da morfina
que me esvazias enchendo-me de flato
e flauta e fanoipéia e fone e feno.
Vossa pá lavra o chão de minha carne
E planta beterrabos balouçantes
de intenso carneiral belibalentes
em que disperso espremo e desexprimo
o que em mim aspirava a ser eumano
 
Salva, deus compacto
cinturão da Terra
calça circular
unissex, rex
do lugarfalar
comum.
Salve,meio-fim
De finrinfinfim
Plurimelodia
Distriburrida no planeta.
Nossa goela sempre sempre sempre escãocarada
engole elefantes
engole catástrofes
tão naturalmente como se.
E PEDE MAIS.
 
A carne pisoteada de cavalos reclama
pisaduras mais.
A vontade sem vontade encrespa-se exige
contravontades mais.
E se consome no consumo.
 
Senhor dos lares
e lupanares
Senhor dos projetos
e do pré-alfabeto
Senhor do ópio
E do cor-no-copo
Senhor! Senhor!
De nosso poema fazei uma dor
que nos irmane, Manaus e Birmânia
pavão e Pavone
pavio e povo
pangaré e Pan
e Ré Dó Mi Fá Sol-
apante salmoura
n'alma, cação podrido.
Tão naturalmente como se
Como ni
ou niente.
 
Se estou doente, devo estar doentes.
Se estou sozinho devo estar desertos.
Se estou alegre deve estar ruidosos.
Se estou morrendo, devo estar morrendos?
 
Cumpro. Sou
geral.
É pouco?
Multi
versal.
É nada?
Sou
al.
Dorme na tumba a cultura oral.
Era uma vez a cultura visual.
Quando que vem a cultural anal
na recompensa aldeia tribal?
 
O meio é a mensagem
O meio é a massagem
O meio é a mixagem
O meio é a micagem
A mensagem é o meio
de chegar ao Meio.
O Meio é o ser
Em lugar dos seres, isento de lugar,
Dispensando meios
de fluorescer.
 
Salve, Meio. Salve, Melo.
A massa vos saúda
em forma de passa.
 
Não quero calar junto do amigo.
Não quero dormir abraçado
ao velho amor.
Não quero ler a seu lado.
Não quero falar
a minha palavra
a nossa palavra.
Não quero assoviar
a canção parceria
de passarinho/aragem.
Quero komunikar
em código
descodificar
recodificar
eletronicamente.
 
Se komuniko
que amorico
me centimultiplico
scotch no bico
paparico
rio rico
salpico
de prazer meu penico
em vosso honor, ó Deus komunikão.
 
Farto de komunikar
Na pequenina taba
subo ao céu em foguete
até a prima solidão
levando o som
a cor, o pavilhão da komunikânsia
interplanetária interpatetal.
Convoco os astros
para o coquetel
os mundos esparsos
para a convenção
a inocência das galáxias
para a notícia
a nivola
o show de bala
o sexpudim
o blabladum.
 
E quando não restar
O mínimo ponto
a ser detectado
a ser invadido
a ser consumido
e todos os seres
se atomizarem na supermensagem
do supervácuo
e todas as coisas
se apagarem no circuito global
e o Meio
deixar de ser Fim e chegar ao fim,
Senhor! Senhor!
Quem vos salvará
de vossa própria, de vossa terríbil
estremendona
inkomunikhassão?"
* Poema "Ao Deus Kom Unik Assão", do poeta, cronista, contista, tradutor e, também, jornalista Carlos Drummond de Andrade (1902-1987)
 
2009/6/15

Blog da Petrobrás expõe a fragilidade do jornalismo tradicional


Não consegui entender o motivo de tanta repercussão – com argumentos tão retrógrados e chorões – da “grande imprensa” sobre a publicação no blog
http://petrobrasfatosedados.wordpress.com  das íntegras das perguntas enviadas pelos jornalistas e das respostas apresentadas pela Petrobrás.

Quer dizer então que ao jornalismo é dado um direito implícito ao monopólio da exclusividade? Que o “furo” deve ser respeitado... pela fonte?! Veja bem: é a fonte quem tem – conceitual e concretamente – a informação, em primeiro lugar (que é PÚBLICA, no caso da Petrobrás e dos jornais).

 

De onde poderia ter surgido esse tipo de idéia? De que a fonte não pode divulgar - antes ou depois da reportagem - informações que são dela mesma, por seus próprios meios? Ah, sim! “Poder, ela pode... Dever é que não deve. Em respeito ao ‘bom jornalismo’”. (Uma “infração deontológica” , como disse o mestre Alberto Dines.)

 

Àqueles que praguejam que isso seria uma “censura”, ou uma forma de inibição da imprensa e tentativa de controle da informação e da contextualização dos fatos ao público em geral, sinto-me envergonhado. E, como jornalista, peço perdão ao leitor, que não pode ser tratado como se não soubesse interpretar a realidade por contra própria. (Leia aqui as opiniões da imprensa, sobre este caso.)

 

Atacar uma instituição por divulgar as informações solicitadas pela imprensa, mesmo que o faça durante o necessário, saudável e transitório período de sigilo da reportagem, é tratar a informação e o furo como “propriedades do jornalismo”. Quantas outras instâncias não cansam de “furar” os jornais?! O problema é que, neste caso, a Petrobrás parece ter boa credibilidade entre seu público. E na web, isso conta muito. E essa aceitação acaba de ganhar ainda mais notoriedade, com o estardalhaço exagerado da grande mídia, que se sentiu atacada em sua “reserva de mercado”.

 

O que sei, na prática, é que “bom jornalismo” é tão raro quanto “transparência”, no Brasil. Isso para usar uma gíria atual. Pelo que sei, ser aberta e clara perante a sociedade é obrigação de qualquer instituição, pois está inserida e é legitimada (além de ser “tocada” e levada em suas “vias de fato”) pela sociedade.

 

Este caso só me traz bons exemplos de uma dessas raras qualidades. Cada um que tire suas próprias conclusões. E cada instituição – seja empresa ou imprensa – que se esforce para ganhar e manter sua própria credibilidade e legitimidade.

 

Para ajudar, recomendo – e reproduzo abaixo - um ótimo texto, publicado no Observatório da Imprensa, pela competentíssima (e homônima de minha esposa) Mariana Martins. (MARTINS, Mariana. Blog da Petrobras provoca debate sobre jornalismo e acesso à informação. Observatório do Direito à Comunicação, 10/6/2009)

 

Finalmente, o caso do Blog da Petrobrás expôs – antes tarde, do que nunca – a fragilidade do jornalismo perante a nova sociedade em rede, amplificada pelas novas tecnologias de informação e comunicação (TICs). A publicidade e o jornalismo tradicionais, enquanto “modelos de negócio”, já vinham sendo sepultados em todo o mundo. Agora, o próprio jornalismo brasileiro – em sua forma e essência – terá também de se reinventar para sobreviver neste vasto mundo novo.

 

Já houve um recuo, de ambas as partes envolvidas. Mas eu – como profissional de comunicação organizacional – apóio e aplaudo a iniciativa da Petrobrás. São poucas (e boas) as organizações que podem se dar ao luxo de se dirigir com tanta abertura ao seu público. Na blogosfera, você é cobrado, vigiado, monitorado, criticado e influenciado de formas que nenhuma empresa brasileira nunca antes, na história desse país, experimentou. É o nosso marco contemporâneo no jornalismo – tanto empresarial quanto “de massa”.

 

Resta saber se não é só fogo de palha. Se, passada a sombra da CPI, o blog for extinto, o espernear da mídia será justificado.

2009/5/20

NÃO REELEJA NINGUÉM

Pode mudar a forma ou intensidade, mas a indignação está sempre presente dentro do peito de cada brasileiro. Afinal, aqui os congressistas não sabem o valor do salário mínimo e ainda riem diante da sua própria ignorância. Está cada vez mais difícil aguentar os fanfarrões liderados por Temer e Sarney.

Acredito piamente que esta indignação - cozinhando na panela de pressão já há alguns anos, talvez décadas - uma hora pode sair de forma surpresa.

Uma delas, talvez como sugere o panfletinho eletrônico que circula cada vez com mais intensidade na internet: não reeleja ninguém!

É uma idéia radical. Será que é capaz de dar um sustinho nos caras-de-pau que habitam o oceano de carpetes, mamatas e ar-condicionado do Congresso Nacional? Resta uma dúvida: se não reelegermos ninguém, vamos eleger quem? Penso que, antes de tudo, é importante dizer algo: mesmo tomando a atitude mais radical e extrema para demonstrar a nossa indignação é crucial preservar a instituição Congresso Nacional - uma conquista democrática que levou décadas, senão séculos para ser formulada.

Se você concorda em discutir a idéia, espalhe para debate coletivo.

:: Espalhado do Blog do Tas - http://marcelotas.blog.uol.com.br
http://marcelotas.blog.uol.com.br/arch2009-05-16_2009-05-31.html#2009_05-19_16_51_39-5886357-0

2009/5/17

O segredo de LOST - o combate entre Rá e Apep

 
Navegando, após ver o último capítulo da 5ª temporada de LOST, acho que encontrei na Wikipedia uma história que me pareceu uma explicação bem boa para o estranho "enredo por traz do enredo" da série. Mí(s)tica, é verdade, mas incrivelmente coincidente.
 
Leia por sua própria conta e risco. (Os comentários em vermelho são meus.)

Apep

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre. http://pt.wikipedia.org/wiki/Apep

 Na mitologia egípcia, Apep (O inimigo de Jacob = O montro de fumaça) , ou Apophis em grego, foi um monstro em forma de serpente que, vivendo no subterrâneo, combatia o deus  (Jacob) ao cair de cada noite, sendo sempre morta, mas sempre ressuscitando. Também chamada de Apepi ou Aapep.

O combate entre Rá e Apep

Assim que Rá abre a pálpebra, o dia começa. A noite cai logo que ele a fecha. (Isso é recorrente em Lost: um close-up do olho de um personagem se abrindo, geralmente, no início de um flashback e/ou episódio.) Quando os céus escurecem, a barca de Rá desaparece no Ocidente, afastando-se do mundo visível. Imediatamente, o deus abandona a forma humana que apresenta durante o dia e ganha uma cabeça de carneiro, com longos chifres recurvados. Seu barco atravessa uma vasta região selvagem e desolada. Essa região separa do reino dos vivos do reino dos mortos - é o Amanti, o mundo subterrâneo. Nesse lugar sombrio, o barco vai atravessar, uma após a outra, as doze portas da noite: cada uma representa o passar de uma hora. Quando, com infinita lentidão, os tripulantes conseguem levar o barco para além dos desertos áridos, Rá chega finalmente ao império dos deuses subterrâneos, que o acolhem com deferência. Em seguida, os deuses oferecem a Rá quatro barcos, para que possa saudar Osíris que reina sobre os mortos. Na décima terceira hora, Rá atinge o domínio do deus Osíris. Na margem, os mortos aclamam-no com alegria e rebocam seus barcos. Depois de atravessar várias portas, o Sol penetra nas cavernas do Ocidente. Ali, as trevas são absolutas. O olho de Rá nada atinge, apesar de seu poder sobrenatural; os mortos também não podem mais enxergar o deus resplandecente. Nesse ponto, o rio está infestado de serpentes, que tornam a navegação perigosa e difícil. O único recurso de Rá é a magia. Segundo contam alguns, Rá transforma a barca numa enorme serpente, que se confunde com a massa agitada de répteis e consegue passar facilmente. Outros garantem que ele não modifica nada, mas coloca seu navio sob proteção de Mehen, a serpente divina. Tudo acontece em meio a uma escuridão tão profunda que se pode compreender que os homens dêem explicações tão diferentes para esse episódio. O que importa é que o Sol deixa são e salvo essa zona perigosa, e em seguida sua barca avança lenta e facilmente. Dois peixes seguem à frente, um de nadadeiras cor-de-rosa e outro de nadadeiras lápis-lazúli. De repente, eles lançam um alerta, e Rá percebe que é chegada à hora de enfrentar seu pior inimigo. Realmente, ora brotando do fundo do abismo, ora enrodilhada em torno de um pico rochoso, ergue-se à silhueta ameaçadora e gigantesca da serpente Apep, um monstro de quatrocentos e cinqüenta cavados, que ataca o Sol toda manhã e todo entardecer. Se for derrotado, Rá desaparecerá, e uma desordem inimaginável se instalará no universo. De certo modo, será o fim do mundo, a morte definitiva de todo o Cosmos. No decorrer desse combate, Rá precisa usar todos os seus recursos mágicos. Às vezes, quando os dois se defrontam, o imenso corpo de Apep esconde o grande Rá. Nesse momento, o sol pára de brilhar, e os homens assistem a um eclipse. Rá, no entanto, sempre consegue vencer o terrível réptil, que nunca desiste e, assim, o monstro sempre volta ao ataque. A vitória do deus Rá é o auge de sua navegação noturna e subterrânea. Ao atravessar uma porta monumental, o sol volta a brilhar no mundo dos vivos.

2009/5/6

Eu tenho vergonha da Farra das Passagens...

Essa indignação do jornalista Luiz Carlos Prates da RSB TV de Santa Catarina representa muito mais legitimamente o sentimento do povo brasileiro do que aqueles que se candidatam e se dizem nossos representantes. Merece nosso registro indelével!
 
   
 
E não entendo como podem tentar defender as viagens dos familiares (e quem mais fosse) pagas com o erário: o meu, o seu, o nosso dinheirinho, que se esvai em uma das maiores cargas de impostos do mundo.
 
Se for nos mesmos termos que defende o deputado Sílvio Costa, então quer dizer que as empresas deveriam pagar 1/3 a mais de férias também para as esposas de seus empregados ("pois a fámília é sagrada!"). É uai: como o trabalhador poderá usufruir completamente de seu direito ao descanso sem que possa estar acompanhado de sua família?! Não é mesmo?!
2008/11/29

Sobre a Reforma Ortográfica

 

Dad Squarisi (especialista em português do jornal Estado de Minas) e Márcio Cotrim (do jornal Correio Braziliense) no programa “Sempre um Papo” sobre o acordo ortográfico da língua portuguesa.

 

PARTE 1

 

 

PARTE 2

 

2008/11/27

Ei, você aí, me dá um dinheiro aí?

por Neto - Updateordie.com – em 15/10/2008

 

Vou fazer um slideshow para você.

Está preparado? É comum, você já viu essas imagens antes.

Quem sabe até já se acostumou com elas.

Começa com aquelas crianças famintas da África.

Aquelas com os ossos visíveis por baixo da pele.

Aquelas com moscas nos olhos.

Os slides se sucedem.

Êxodos de populações inteiras.

Gente faminta.

Gente pobre.

Gente sem futuro.

Durante décadas, vimos essas imagens.

No Discovery Channel, na National Geographic, nos concursos de foto.

Algumas viraram até objetos de arte, em livros de fotógrafos renomados.

São imagens de miséria que comovem.

São imagens que criam plataformas de governo.

Criam ONGs.

Criam entidades.

Criam movimentos sociais.

A miséria pelo mundo, seja em Uganda ou no Ceará, na Índia ou em Bogotá sensibiliza.

Ano após ano, discutiu-se o que fazer.

Anos de pressão para sensibilizar uma infinidade de líderes que se sucederam nas nações mais poderosas do planeta.

Dizem que 40 bilhões de dólares seriam necessários para resolver o problema da fome no mundo.

Resolver, capicce?

Extinguir.

Não haveria mais nenhum menininho terrivelmente magro e sem futuro, em nenhum canto do planeta.

Não sei como calcularam este número.

Mas digamos que esteja subestimado.

Digamos que seja o dobro.

Ou o triplo.

Com 120 bilhões o mundo seria um lugar mais justo.

Não houve passeata, discurso político ou filosófico ou foto que sensibilizasse.

Não houve documentário, ong, lobby ou pressão que resolvesse.

Mas em uma semana, os mesmos líderes, as mesmas potências, tiraram da cartola 2.2 trilhões de dólares (700 bi nos EUA, 1.5 tri na Europa) para salvar da fome quem já estava de barriga cheia.

 

 

Fonte: http://updateordie.com/updates/trends-insights/2008/10/ei-voce-ai-me-da-um-dinheiro-ai/

2008/11/8

Em 2010: Protógenes para Presidente

 
 
Para o delegado, a investigação contra ele tem o objetivo de defender o dono do Opportunity Daniel Dantas, o ex-prefeito de São Paulo Celso Pitta e o empresário Naji Nahas, PRESOS pela Polícia Federal durante a Operação Satiagraha.
 
"É uma ação articulada para cumprir o script determinado pelo banqueiro bandido e evitar que ele abra a boca e conte tudo que sabe", explicou Protógenes, para quem Dantas é um arquivo vivo da corrupção.
 
O delegado defendeu o juiz federal paulista Fausto De Sanctis, que determinou as prisões - revogadas por duas vezes (inexplicavelmente) pelo presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Gilmar Mendes. No fim deste mês (novembro de 2008), De Sanctis julga os indiciados por envolvimento na quadrilha.
 
Para o Protógenes, o juiz é vítima do mesmo processo de desqualificação, para afastá-lo do julgamento. "Esta não é uma luta do Protógenes, é do Brasil e da sociedade", disse. "O País sai desmoralizado se o bandido Daniel Dantas não for condenado."

ROLO COMPRESSOR

Segundo ele, o banqueiro não tem como sair livre do julgamento, marcado para o dia 21. "Ele será condenado e preso, se forças nefastas não afastarem o juiz." Ele garante que De Sanctis resistirá. "Querem passar um rolo compressor no Judiciário, como passaram na PF, mas não vão conseguir."

 
Com informações da Globo.com e do Estadão
 
   
 
Velha tática do poder estabelecido:
desqualificar o método e preterir as evidências.
 
E se o método talvez tiver mesmo alguma falha?!
Os suspeitos - gente graúda que já foi até presa,
tamanho o esclarecimento das provas - sairíam impunes?
 
Não faz sentido... "Isso" é a justiça??
2008/11/4

BOA NOTÍCIA: O Brasil está aprendendo a (não) votar!

Ainda há luz no fim do túnel... (Agradecimentos ao Cássio, que se lembrou deste seu amigo jornalista e descontente com tudo isso aqui.)

Excesso de votos nulos compromete eleição em duas cidades do Rio, decide TRE

Fonte: JusBrasil Notícias – 03/11/2008

O TRE-RJ (Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro) convocará novas eleições para os municípios de Bom Jesus de Itabapoana e Santo Antônio de Pádua, no estado fluminense, onde os votos nulos superaram em muito os votos recebidos pelos dois candidatos à prefeitura das duas cidades.
 
Segundo o TRE, em Bom Jesus de Itabapoana os votos nulos alcançaram 89,23% da preferência do eleitorado e o candidato único à prefeitura João José Pimentel, do PTB, recebeu apenas 6,3% dos votos. A cidade tem 26.863 eleitores, mas apenas 1.692 votaram em Pimentel.
 
Já em Santo Antônio de Pádua, Maria Dib, do PP, obteve 10.074, o equivalente a 37,9% dos votos, enquanto os nulos totalizaram 16.527, o equivalente a 60,35% do eleitorado.
 
O TRE esclareceu que, com as regras eleitorais, nenhum candidato pode tomar posse quando os votos nulos e em branco alcançam um coeficiente maior do que a soma dos votos dados aos candidatos.
 
Nos dois municípios os candidatos rejeitados pela população ficarão inelegíveis. "Agora será estabelecido um novo prazo para inscrições, propaganda eleitoral e os eleitores terão que voltar às urnas", informa nota do TRE.
 
A intenção do presidente do TRE, desembargador Alberto Motta Moraes, é convocar o novo pleito ainda este ano, antes da diplomação dos prefeitos eleitos.
 
Segundo o tribunal, pelo calendário eleitoral a data limite para os juízes diplomarem os vencedores das eleições deste ano é 18 de dezembro. Com a realização imediata de novo pleito, o órgão quer evitar que os presidentes de Câmaras Municipais sejam obrigados a tomar posse interinamente.
 
2008/10/26

ENTRE O FOGO E A CALDEIRINHA

 
Entre o fantoche e o ator
escolhi a ironia
 
Votei 99
Machado de Assis...
não serei computado

No fundo, fiz a coisa certa
como cidadão, decepcionado
mas o orgulho, inabalado

mesmo assim dói o coração
eles não me representam,
hoje sou menos cidadão
 
 
machado
 

Mafra Bruno

职业
地点
兴趣
COMENTE, critique, reclame, corrija, encha o saco, elogie, fique à vontade.

自定义 HTML